CONTROL Resonant chega hoje, 24 de setembro, ao PS5, Xbox Series X|S e PC. A Remedy trocou Jesse por Dylan Faden, saiu da Oldest House e transformou Manhattan num cenário paranormal muito maior. Só que a mudança mais imediata para quem começar a jogar hoje pode ser outra: o estúdio preparou uma atualização de lançamento para deixar o combate menos arrastado.
O patch 1.3.3 responde a críticas de análises antecipadas e das primeiras impressões dos jogadores. Segundo as alterações divulgadas pela Remedy e detalhadas pelo Game Informer, muitos inimigos estavam exigindo golpes demais para morrer ou ficar vulneráveis a finalizações. Dylan também demorava a transmitir aquela sensação de poder que se espera de alguém equipado com habilidades sobrenaturais.
O que muda no combate já no lançamento
A atualização reduz a vida básica e a resistência ao estado de atordoamento da maioria dos inimigos, incluindo os chefes Dancer e Deserter. Também aumenta os limites de força da Aberrant, a arma mutável de Dylan, e das habilidades. O ganho cresce conforme o personagem evolui, então o ajuste não está restrito às primeiras horas.
A Remedy também diminuiu o custo para redistribuir pontos da árvore de habilidades e aumentou, nas lojas, o estoque do recurso necessário para isso. A interface passa a explicar melhor como a força da Aberrant e o poder de cada configuração são calculados. São mudanças de equilíbrio e de clareza, duas coisas que fazem bastante diferença num jogo que pede ao jogador para experimentar diferentes combinações de poderes.
E veja por que esse ajuste importa. O primeiro Control tinha a arma de serviço e a telecinese como centro dos confrontos. Em Resonant, a Remedy aposta em combate corpo a corpo e numa arma que muda de forma. Quando o jogador precisa passar tempo demais batendo no mesmo inimigo, a luta corre o risco de perder justamente a agilidade que essa nova proposta tenta oferecer. Reduzir resistência e fortalecer o personagem pode ajudar nesse ritmo, embora seja cedo para dizer quanto o patch resolve na prática.
Uma Manhattan distorcida e outro protagonista
A mudança no combate acompanha uma mudança de escala. Dylan, o irmão de Jesse, deixa o confinamento do Federal Bureau of Control e precisa enfrentar uma crise paranormal que transformou Manhattan. A cidade foi dividida em grandes zonas afetadas por forças sobrenaturais, com exploração, novos poderes e chefes que ampliam as possibilidades do personagem. Jesse continua importante para a história, mas Dylan é o único protagonista jogável desta sequência, conforme a apresentação oficial da Remedy.
Isso já diferencia a proposta do jogo de sua matéria anterior aqui no portal, sobre resolução, modos gráficos e duração de CONTROL Resonant. Agora temos uma questão de game design que só o lançamento poderia colocar à prova: como transformar as ideias estranhas de Control em uma aventura de ação maior sem perder o ritmo e a personalidade do original?
O que as primeiras análises apontam
As avaliações antecipadas concordam que o universo paranormal da Remedy continua sendo um atrativo, mas não chegam à mesma conclusão sobre o novo combate. O PC Gamer destaca problemas de progressão e confrontos repetitivos, enquanto o Game Informer considera os combates divertidos em vários momentos, apesar das frustrações com o equilíbrio. Essas análises foram produzidas antes de a maioria dos jogadores ter acesso ao patch do lançamento.
A correção mostra que o estúdio ouviu essa crítica e decidiu agir antes de abrir as portas para todo mundo. É um bom ponto de partida, mas ainda vamos precisar ver como o jogo se comporta depois da atualização e se os problemas apontados envolvem apenas números ou também a estrutura dos encontros. Por enquanto, esta é uma análise das mudanças anunciadas e da recepção inicial, não uma avaliação baseada em gameplay próprio.
Fontes
Remedy Entertainment — data de lançamento, história e plataformas.
Game Informer — atualização 1.3.3 e alterações de combate (24/09/2026).
PC Gamer — análise de lançamento; Game Informer — análise de lançamento.
Conversa
O que você achou?
Comente sem precisar criar uma conta. Nome e e-mail são suficientes.